Morre a cantora Donna Summer

A cantora Donna Summer morreu na manhã desta quinta-feira, informou o site TMZ. A Rainha do Disco sofria de câncer, tinha 63 anos e estava vivendo na Flórida.

Vencedora de cinco prêmios Grammy, ela fez muito sucesso nos anos 70 com hits comoLast Dance, Hot Stuff e Bad Girls. Nesta época ela trabalhou com o produtor italiano Giorgio Moroder.

O trabalho da dupla ajudou a definir a era disco e serve até hoje de influência para nomes da música eletrônica, como o produtor norueguês Lindstrom. A parceria com Moroder foi encerrada na década de 1980.

Summer se casou com o vocalista do Brooklyn Dreams, Bruce Sudano, nos anos 80 e eles tiveram duas filhas.

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Magno Malta e a luta pela PEC da Música

A Proposta de Emenda à Constituição 98/2007, conhecida como PEC da Música, será votada até o fim dessa semana no Senado. A medida visa reduzir de 32% para zero o imposto para venda de discos, DVDs e faixas digitais de música feita no Brasil. A provável aprovação da PEC é encarada como um incentivo para a recuperação do mercado fonográfico brasileiro. Afinal, esse segmento perdeu fôlego na última década e precisa acelerar a lenta recuperação que tem tido nos últimos dois anos.

A iniciativa dá isenção tributária a CDs e DVDs produzidos no Brasil que contenham obras musicais ou literomusicais de autores brasileiros e obras em geral interpretadas por nossos artistas. A PEC também contempla os suportes materiais ou arquivos digitais que contenham essas produções. Segundo o senador Magno Malta, há muita chance da emenda ser aprovada. “Os únicos votos contrários que teremos serão os da bancada amazonense. Esses senadores acreditam que a partir da isenção, as fábricas sairão de Manaus e se instalarão em centros como São Paulo e Rio. Mas esse pensamento é errado. Isso porque nenhuma gravadora instalaria uma fábrica fora da zona franca, pois não teria mais a isenção de IPI”, analisa o político e cantor.

Em entrevista exclusiva ao Portal SUCESSO, o político ainda defende outros pontos de vista relativos ao tema. E sugere mudanças nas vendas em atacado de mídias virgens.
(Por Helder Maldonado)

 

SUCESSO e-mailing – Quais as chances da PEC ser aprovada?
Magno Malta – Os únicos votos contrários que teremos serão as da bancada de senadores do Amazonas, por conta da Zona Franca. Esses políticos acreditam que a redução de impostos poderá afetar a economia local. O que é um argumento errado, já que Manaus conta com a isenção de IPI para suas fábricas. Coisa que nenhuma outra cidade brasileira tem. Todo esse argumento dos senadores do estado é uma falácia. E nenhuma fábrica sairá de Manaus por conta disso.

SUCESSO e-mailing – A PEC visa eliminar impostos de CDs e DVDs de artistas nacionais. Não há emenda que inclua os produtos de artistas de outros países?
Magno – Não. Porque a ideia é enfrentar a pirataria no mercado local. E a única saída é essa: tirar o imposto do CD e DVD do artista brasileiro. E por que também não do artista internacional? Explico. Não trata-se de protecionismo. Mas só iremos reduzir a carga tributária desse produto se houver contrapartida e em outros países nossos discos forem vendidos também sem os encargos.

SUCESSO e-mailing – Qual valor de varejo você considera justo para um CD após a aprovação da PEC?
Magno – Sem impostos, o CD pode competir cultural e economicamente com os livros. Acredito que com a implantação da PEC, o CD vai passar a custar R$ 8 ou R$ 10 (se superar isso, sugiro que o povo não compre). Não é o suficiente para acabar com a pirataria, mas é uma medida para que o preço desse produto se torne mais acessível. Além disso, se houver aumento real nas vendas, o artista e o compositor serão beneficiados com o repasse de direitos autorais. Essa é outra vitória.

SUCESSO e-mailing – Há algum risco do mercado fonográfico utilizar essa medida apenas para aumentar a margem de lucro?
Magno – Corremos esse risco, sim. Isso é fato. Mas não acredito que seja benéfico para nenhuma empresa de discos. Se agirem assim, a pirataria vai continuar comandando o mercado.

SUCESSO e-mailing – Essa emenda está para ser votada desde 2007. Em cinco anos o mercado mudou muito. A implantação nesse momento é realmente importante?
Magno – A discussão ficou anacrônica, é verdade. Mas ainda vai levar cerca de uma década para a população de baixa renda e instrução inferior aprender a lidar melhor com mídias digitais e abandonar de vez as mídias físicas. Essa realidade dará uma sobrevida ao CD. E mesmo quem compra música digital, muitas vezes adquire um disco para ouvir no carro, um DVD para ver em casa. Sem contar que a mídia digital também terá isenção.

SUCESSO e-mailing – Acredita que a pirataria deixará de existir ou isso é utopia?
Magno – Não vai acabar. O pirata vai começar a vender CDs a R$ 0,50. Mas é a própria indústria fonográfica que produz as mídias virgens. Portanto, ela terá que tomar medidas para filtrar as vendas em larga escala. Pois é fácil saber quem é o cliente que compra no atacado para usar na pirataria. Se não agirem de maneira criteriosa na venda de mídias virgens, as gravadoras continuarão sendo responsáveis diretas por esse problema.

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Mobilidade é determinante para outras tendências em tecnologia em 2012

Grandes tendências para este ano na área de tecnologia foram apresentadas nesta terça-feira, em Porto Alegre, na abertura da BITS 2012, feira internacional de TI que vai até a quinta-feira no Centro de Eventos da Fiergs. A apresentação ficou a cargo do engenheiro da IBM, José Carlos Duarte Gonçalves. 

Algumas tendências, como a cooperação através de redes sociais, são bem conhecidas e estão consolidadas como ferramentas para usuários, mas ainda carecem de planos de adoção melhor estruturados pelas empresas. 

A grande transformação que está na raiz de todas as tendências é a mobilidade. Enquanto os dispositivos móveis como celulares e tablets se disseminam, a rede passa a depender menos de programas instalados em um hardware: todos querem acessar tudo, de qualquer lugar, a qualquer hora, independente do sistema operacional.

— Quando eu uso a cloud (nuvem), há uma série de consequências para a sustentabilidade: vou usar os recursos de forma mais racional, não preciso de tantos servidores, e tudo isso leva à ideia de um planeta mais inteligente — defende Duarte, sustentando que essas transformações vêm em benefício de usuários e empresas, mas principalmente dos princípios de uma tecnologia mais verde. 

A conexão fácil entre todos os dispositivos ajuda a disseminar o conhecimento. De acordo com Duarte, as pessoas precisam se preocupar menos com a tecnologia que estão usando, e mais com o que podem fazer: 

— Como surgem as grandes empresas que estão no mercado hoje? Na garagem, num quarto de universidade. Hoje, qualquer criança ou indivíduo no lugar do mundo tem acesso às mesmas coisas, é o que a gente chama de garagem virtual. Qualquer jovem pode acessar esse tipo de informação e desenvolver as novas empresas. 

A nuvem, combinada com a mobilidade e com o processamento de grandes volumes de dados pode ser combustível para a criatividade de universitários empreendedores, mas também fazem a diferença para uma comunidade de pescadores na Itália. 

Como exemplo de aplicação da computação em nuvem a um negócio que não tem nada de digital, Duarte apresentou a história deste grupo, que adotou um sistema informatizado à bordo, permitindo a criação de uma rede de comunicação entre pescadores e mercado: no mar, eles podem saber qual é a demanda, evitando o disperdício de recursos. A partir da implantação do sistema, a renda da comunidade teria crescido 25%. 

Conheça as tendências apresentadas: 

– Cloud computing 
– Virtualização: é o que está por trás da nuvem 
– Redes sociais: a lógica das ferramentas de colaboração e o acesso às redes consolidadas atrai talentos das novas gerações. Redes sociais incrementam a agilidade do negócio, a transparência e o engajamento 
– Mobilidade: mais do smartphones e tablets, estamos falando de TVs digitals e outros recursos, como RFID 
– Big data: em função da mobilidade e do cloud, as pessoas estão criando grandes quantidades de dados. É preciso estruturá-los 
– Analytics: softwares com capacidades analíticas ajudam a fazer projeções, o que é mais relevante do que trabalhar com relatórios sobre o que já aconteceu 
– IBM Watson: tecnologia semântica. Por natureza, o computador não é capaz de compreender o sentido das frases, mas máquinas como o IBM Watson são desenvolvidos para cruzar informações e tirar sentido dos dados analisados 
– Interação homem/computador: teclado e mouse estão ficando para trás como ferramentas de interação. Existem formas muito mais intuitivas, o toque, o gesto, a fala. – Segurança: novas tecnologias trazem novos riscos. Como defender nossa empresa, nossos dados? 
– TI verde: cloud acarreta menos gastos em energia, é uma forma de gerenciar a energia
– Consumerização de TI: funcionários de uma empresa querem cada vez mais usar seus próprios equipamentos, com os quais estão mais familiarizados, em qualquer liugar. Para a TI, é um desafio, mas as empresas ganham em agilidade e os funcionários, em personalização e controle.

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Até final do ano, Caxias deve ser exemplo nacional: tratará 86% do esgoto

Até o final do ano, Caxias deve passar a ser exemplo nacional: deve contabilizar 86% do esgoto tratado. Atualmente, apenas 15% dos dejetos são tratados em pequenas Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs): Serrano, Dal Bó, Canyon, Ana Rech e Vitória. No Brasil, de acordo com o Instituto Trata Brasil, apenas um terço do detrito coletado é tratado.

O grande salto em Caxias deve ser a conclusão da ETE Tega, iniciada há cerca de cinco anos e que desde janeiro passa por testes. A estação terá capacidade para 440 litros por segundo e deve beneficiar cerca de 200 caxienses da Zona Norte. A previsão é de que entre em funcionamento em julho.

O diretor-presidente do Samae, Marcus Vinicius Caberlon, explica que a estação deve limpar o arroio Tega a médio e longo prazos. Com o tratamento, os dejetos passarão por desinfecção antes de voltar ao arroio, que deixará de ter o característico odor. Além de colocar a estação em funcionamento, ainda será necessário elaborar um projeto para a limpeza do arroio, como complemento do trabalho:

— Não é uma condição fundamental para a estação funcionar. É algo caro, que ainda precisamos estudar como será feito. Com o esgoto tratado, a nascente vai empurrando a sujeira para fora, mas é um processo lento, é preciso intervenção humana para ajudar a natureza.

A ETE Tega fica no Travessão Thompson Flores, próximo ao viaduto da RST-453, no bairro Matioda. Além dela, estão em construção outras quatro, todas com conclusão prevista para até o final do ano: Samuara, Pena Branca, Belo e Pinhal. Todas fazem parte do Plano de Despoluição de Arroios.

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Saiba por que algumas vagas de emprego não têm mais despertado o interesse de candidatos

Com o aquecimento da economia e aumento de postos de trabalho, além do surgimento de novas faculdades e cursos técnicos (e até novas profissões), algumas funções tradicionais deixaram de despertar tanto interesse como no passado. Segundo recrutadores, é difícil conseguir, por exemplo, uma boa empregada doméstica, serralheiro ou padeiro. Muitos dos profissionais em falta teriam migrado para outros postos, especialmente para a indústria, com o intuito de receber mais. Mas, mesmo no setor, há alguns postos difíceis de preencher, como soldador. 

— Funções como auxiliar de serviços gerais estão as que mais demitem e também entre as que mais admitem. Como o salário não é tão alto, as pessoas saem em busca de valorização financeira — aponta o coordenador da agência do Sine/FGTAS de Caxias, Antônio Pescador. 

A coordenadora da unidade de Lourdes da InovaRH, Sabine Schüür, complementa: 

— Costureira era uma profissão bem comum no passado e hoje é difícil de conseguir, assim como auxiliar de limpeza. É uma questão cultural. Temos currículos de antigas domésticas, mas que, quando ligamos por causa de um serviço de limpeza, elas dizem que não querem porque preferem ir para uma vaga na indústria. 

O coordenador do Sine acredita que essa mudança cultural aliada à falta de divulgação da importância de algumas funções foram fazendo com que elas se tornassem menos atrativas. 

Outro setor afetado pela falta de interessados, especialmente por causa do horário de trabalho que inclui sábados e até domingos, é o comércio. 

— Caxias tem uma mentalidade industrial. As pessoas querem trabalhar de segunda à sexta, até as 18h. Mesmo se a vaga tiver uma remuneração interessante, comparável ou até maior com a indústria, a maioria não tem interesse — acredita o proprietário da Talentum RH, Ricardo Soldatelli Borges. 

Experiente atrás do balcão, João Alberto Brezolin, 60 anos, ocupa uma das funções que não tem mais despertado tanto interesse nos jovens. Açougueiro há 36 anos, ele garante que a profissão vale a pena. 

— Eu gosto e me acostumei tanto que, se tenho que ficar em casa, sinto falta. Tem dias em que parece mais uma diversão do que um trabalho. Eu tenho prazer em fazer as coisas e ver que elas dão certo. E faço isso por satisfação pessoal, não para mostrar para o patrão — depõe Brezolin.

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Regimes da moda podem representar riscos à saúde renal

A moda já foi dieta da lua, dos pontos, do carboidrato, das proteínas e das sopas. As dietas emergenciais prometem o corpo desejado em poucas semanas, assim surgem as dietas "detox". Atualmente em ascensão, elas prometem uma desintoxicação por meio de ingestão de sucos e chás com a propriedade diurética ou laxante.

A Sociedade Gaúcha de Nefrologia alerta para os riscos que esse tipo de dieta apresenta para a função renal. De acordo com a instituição, beber líquidos em excesso pode sobrecarregar os rins e diminuir os níveis de sais minerais do organismo. A nutricionista Julia Romero recomenda que aqueles que apresentam alguma complicação renal tenham ainda mais cuidados com esse tipo de dieta.

— Pacientes com problemas renais devem incrementar a hidratação através da água pura, pois facilita o trabalho dos rins — sugere.

Já pacientes em hemodiálise, por exemplo, devem ter os líquidos totais controlados no seu plano alimentar. Por isso, condutas nutricionais devem ser acompanhadas por especialistas, já que os prejuízos de uma dieta equivocada podem agravar a situação renal.

— O doente renal é um dos poucos pacientes em que não podemos generalizar nenhum tipo de alimentação, pois a conduta nutricional depende totalmente da fase de tratamento que o paciente se encontra — completa Julia.

A dieta detox, além de poder causar malefícios às pessoas com problemas nos rins, não agrega nenhum benefício aos indivíduos com função renal normal. Pelo contrário, pode expor os rins à sobrecargas e desencadear alguma disfunção a longo prazo.

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Paraísos artificiais

Uma das principais características de Paraísos Artificiais é a liberdade, e a acertada escolha da trilha sonora, produzida por Rodrigo Coelho

Estreia na direção de Marcos Prado (do premiado documentário Estamira de 2006) em um longa-metragem de ficção, Paraísos Artificiais conta com o apoio de José Padilha como produtor. E não deixa de ser interessante esse migrar de um tipo de cinema para outro e conquistar não apenas reconhecimento, mas uma habilidade que parece natural no trato com o filme.

Em Paraísos Artificiais, temos dois personagens principais cujas histórias se cruzam em diferentes momentos e em diferentes lugares. O filme, ao utilizar uma narrativa de idas e vindas no tempo, evita algumas surpresas que iriam fazê-lo parecer uma telenovela. Assim, já sabemos desde o início que Nando (Luca Bianchi) irá ser preso por tráfico de drogas. E sabemos também que Érika (Nathalia Dill), a DJ que “conhece” em Amsterdã, ele já havia encontrado há alguns anos em uma rave numa praia paradisíaca do Nordeste do Brasil. É lá também que podemos testemunhar a viagem psicotrópica de Érika e sua amiga/amante Lara (Lívia Bueno).

São três tempos que se alternam, mas que não tornam o filme irregular. Há uma unidade entre esses tempos e mesmo entre o contraste entre o Nordeste brasileiro, Amsterdã e o Rio de Janeiro. Ao falar de amor, dor e arrependimentos, o filme leva o espectador a um estado de identificação e de cumplicidade com os personagens, sentindo com eles o prazer mas principalmente a angústia, pois do lado de cá somos mais conscientes do que acontecerá. Ou do que poderá acontecer.

Filmado em três locações – Pernambuco, Amsterdã e Rio de Janeiro –, o longa tem título inspirado no livro de mesmo nome do poeta francês Charles Baudelaire. O filme consegue passar a intensidade e a liberdade dos jovens na contemporaneidade, e ainda debate o tema das drogas com equilíbrio. Em uma entrevista durante o lançamento do filme para a imprensa, Prado comentou que se esforçou para abordar o polêmico assunto sem moralismos ou apologias. A história de amor do filme é simples e narrada em três diferentes épocas, por isso o diretor escolheu contá-la de forma não linear, com o objetivo de envolver ainda mais o espectador e causar suspense em torno dos acontecimentos. Uma das principais características de Paraísos Artificiais é a liberdade, e a acertada escolha da trilha sonora, produzida por Rodrigo Coelho, foi importante para que isso acontecesse. As músicas acentuam cada época da história e envolvem o público do início ao fim do filme.

O sexo também é muito explorado, e o longa de Prado não faz questão de esconder partes íntimas dos corpos dos protagonistas. O sexo a três e também entre as duas amigas podem chocar alguns espectadores, mas as cenas foram filmadas de forma sensível. Um dos grandes méritos de Paraísos Artificais é abordar o tema das raves e das drogas sintéticas que é pouco explorado no cinema brasileiro dentro de uma temática em que os personagens enfrentam o céu e o paraíso do contato com drogas como mescalina, ecstasy, GHB e cocaína. É a vontade de transgredir as regras que vem junto com a juventude, junto com a vontade de abraçar o mundo, de ter novas experiências, de aproveitar a vida, ainda que essa pressa de viver não seja algo consciente.

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Montadoras prometem juro zero para se livrar de estoques

Montadoras tentam desovar parte dos estoques de veículos que está nas fábricas e nas revendas com ofertas, a partir desse fim de semana, de juro zero para vários modelos. O valor da entrada, porém, continua elevado — metade do preço do carro —, em razão da alta inadimplência registrada nos últimos meses. Bancos privados também reduziram taxas para financiamento de veículos.

Revendas e fabricantes encerraram abril com 366,5 mil veículos em estoque, o equivalente a 43 dias de vendas, maior nível desde o fim de 2008, no auge da crise financeira global. Esse quadro está levando várias montadoras a reduzirem a produção com férias coletivas ou redução de jornada de trabalho.

A francesa Renault oferece a partir de hoje a maioria dos modelos da marca com juro zero, em 36 parcelas, e entrada de 50% ou 60% do valor do carro. A Volkswagen inicia campanha para todos os modelos da linha Gol, vendidos em 12 prestações sem juros e entrada de 50% do valor do produto. O banco da montadora também oferece modelos em 60 vezes sem entrada, mas nesse caso o juro é de 1,23% ao mês. A Peugeot vende o modelo 207 com taxa mensal de 0,49% — são 36 parcelas de R$ 498,70, mais entrada de R$ 18 mil (55% do valor do carro). A Honda cobra 0,99% de juro para modelos da marca, também com entrada de 50% e o resto em 24 parcelas.

Ontem, a Caixa Econômica Federal e o PanAmericano anunciaram uma linha de crédito promocional para veículos novos com taxas a partir de 0,97% ao mês e prazos de até 60 meses. A linha é oferecida em todas as concessionárias que operam com essas instituições e não é necessário ser cliente de uma delas. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo

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